
Descobriu-se que ele contraiu uma linhagem de coronavírus diferente daquela que havia contraído da primeira vez e que continuou assintomático com a segunda infecção.
“A descoberta não significa que tomar vacinas será inútil”, disse o doutor Kai-Wang To, um dos principais autores do estudo, à Reuters.
“A imunidade induzida pela vacinação pode ser diferente daquelas induzidas pela infecção natural”, explicou To. “Ainda precisaremos esperar pelos resultados dos testes de vacinas para ver o quão eficientes as vacinas são”.
Maria Van Kerkhove, epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse nesta segunda-feira que não se deve tirar conclusões precipitadas em reação ao caso de Hong Kong.
Casos de pessoas que tiveram alta e voltaram a ter exames positivos de infecção de Covid-19 já foram relatados na China continental e em outros países, mas nunca havia ficado claro se elas foram infectadas novamente depois de uma recuperação plena –como ocorreu com o paciente de Hong Kong– ou se ainda tinham o vírus da infecção inicial no organismo.
O número preliminar de pacientes da China que voltaram a ser diagnosticados depois de saírem do hospital é de 5% a 15%, disse Wang Guiqiang, especialista em doenças infecciosas do grupo chinês especializado em tratamento contra Covid-19, durante uma entrevista coletiva em maio.
Uma explicação possível é que o vírus ainda existia nos pulmões do paciente, mas não foi detectado em amostras colhidas das partes superiores das vias aéreas, disse ele. Outras causas possíveis são a sensibilidade baixa dos exames e a imunidade fraca que pode levar a resultados positivos persistentes, acrescentou.





